
Equipe CPL do Amendoim

Quando vemos um amendoim em uma embalagem, em uma receita ou na prateleira do supermercado, é fácil pensar apenas no alimento que está diante de nós.
Mas existe uma história econômica muito maior por trás de cada grão.
Antes de chegar ao consumidor, o amendoim passa por diferentes etapas e envolve produtores rurais, fornecedores de insumos, cooperativas, empresas, indústrias, transportadoras, distribuidores, comerciantes, pesquisadores, universidades, prestadores de serviços e muitos outros profissionais.
É por isso que dizer que o amendoim movimenta a nossa região não é apenas uma frase de efeito. Na região de Jaboticabal, o produto está conectado à produção agrícola, ao conhecimento técnico, à industrialização, à logística, às exportações, à geração de oportunidades e à identidade econômica do território.
O Plano de Trabalho da CPL descreve uma cadeia que vai da produção e processamento à comercialização e exportação do amendoim e seus derivados [1].
A lavoura é a parte mais visível da produção. É no campo que o amendoim é plantado, manejado e colhido. Entretanto, a atividade econômica relacionada à cultura começa muito antes de a semente entrar no solo e continua muito depois de o produto sair da propriedade rural.
Para produzir, são necessários sementes, equipamentos, máquinas, tecnologia, serviços agronômicos, produtos agrícolas, manutenção, combustível, peças e diferentes formas de assistência especializada.
Na colheita, novas operações entram em cena. Depois, o produto precisa ser transportado, armazenado, beneficiado, classificado, processado, comercializado ou transformado.
Essa sequência é o que chamamos de cadeia produtiva.
Quanto mais desenvolvida é uma cadeia, maior tende a ser a variedade de empresas, profissionais, serviços e conhecimentos relacionados a ela.

A importância de Jaboticabal não está baseada apenas em tradição. Ela também aparece nos dados da produção paulista.
No levantamento da safra 2025/26, o Instituto de Economia Agrícola apontou a Regional de Jaboticabal com participação relevante na produção estadual de amendoim. Na estimativa divulgada em 2026, a Regional respondeu por 13,5% da produção paulista estimada [2].
É importante fazer uma distinção: esse dado corresponde à Regional de Jaboticabal, e não somente aos limites do município.
Essa diferença ajuda justamente a mostrar a dimensão regional da atividade. O amendoim conecta Jaboticabal a produtores, empresas e organizações de diferentes municípios próximos, formando um ecossistema econômico que ultrapassa as fronteiras administrativas da cidade.
Para entender como o amendoim movimenta a economia, vale começar pelo primeiro elo.
Antes de qualquer produção, o agricultor precisa tomar decisões: qual cultivar utilizar? Quando plantar? Que equipamentos serão necessários? Como preparar a área? Como conduzir o manejo?
Cada pergunta está ligada a produtos, serviços e conhecimento.
Empresas de sementes, fabricantes e revendedores de máquinas, assistência técnica, empresas de tecnologia agrícola, laboratórios, manutenção e outros fornecedores participam desse ambiente.
Assim, quando uma cadeia produtiva cresce ou se profissionaliza, não é apenas a venda do produto final que importa. Existe toda uma estrutura econômica que atende às necessidades da produção.

No campo, o produtor transforma planejamento e conhecimento em produção.
O cultivo exige preparo, plantio, manejo, acompanhamento e colheita. Além da atividade realizada dentro da propriedade, existe uma série de relações econômicas associadas.
Serviços são contratados. Equipamentos são utilizados e precisam de manutenção. Insumos são adquiridos. A produção precisa ser armazenada e transportada. Empresas compram matéria-prima. Cooperativas e organizações articulam produtores e mercado.
Por isso, o impacto de uma cultura agrícola não deve ser analisado somente pelo valor obtido com a venda do produto.
Existe uma rede de relações econômicas ao redor da produção.
Em Jaboticabal, essa relação possui raízes históricas. A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo registra décadas de produção comercial e de conhecimento acumulado na região, inclusive a forte relação da cultura com áreas de renovação de canaviais [3].

Quando o amendoim sai da lavoura, ele ainda está longe do final da cadeia.
O produto pode passar por limpeza, secagem, seleção, classificação, armazenamento e diferentes processos de beneficiamento.
Depois, pode seguir para indústrias que transformam a matéria-prima em produtos destinados a diferentes mercados.
O amendoim pode chegar ao consumidor em diversas formas: grãos, doces, pastas, confeitos, snacks, ingredientes alimentícios e óleo, entre outras aplicações.
Essa transformação possui importância econômica porque adiciona novas etapas à cadeia. Em vez de comercializar somente uma matéria-prima agrícola, passa a existir a possibilidade de desenvolver produtos com diferentes níveis de processamento e valor agregado.
Uma tonelada de amendoim produzida no campo não chega sozinha à indústria. E o produto industrializado também não aparece sozinho em uma loja.
Entre esses pontos existe logística.
Transportadoras, motoristas, estruturas de armazenagem, operadores, distribuidores e diferentes serviços participam da circulação do produto.
Isso mostra como a atividade econômica se espalha por setores que, à primeira vista, talvez nem fossem associados diretamente ao amendoim.
O mesmo vale para serviços administrativos, tecnologia, comunicação, controle de qualidade, embalagens e outras atividades ligadas às empresas da cadeia.
Existe outro elemento que ajuda a dimensionar a importância econômica da região: as exportações.
Dados do Instituto de Economia Agrícola, elaborados a partir de estatísticas oficiais de comércio exterior, mostram que Jaboticabal esteve entre os principais municípios de origem das exportações brasileiras de amendoim em 2024 [4].
Naquele ano, o município respondeu por aproximadamente 6% do volume das exportações brasileiras de amendoim em grão e por cerca de 17% das exportações brasileiras de óleo de amendoim, segundo o levantamento do IEA [4].
Esses números devem ser sempre associados ao ano de referência, porque produção, preços e comércio internacional variam entre safras.
Mas eles revelam algo importante: a cadeia regional não está conectada somente ao mercado local.
Quando um produto regional alcança mercados internacionais, aumentam as exigências de qualidade, padronização, segurança do alimento, rastreabilidade, logística e capacidade industrial.

Existe uma atividade que não aparece dentro da embalagem do produto, mas é essencial para a evolução do setor: pesquisa.
Jaboticabal possui uma relação consolidada entre produção agrícola e conhecimento científico, principalmente por ter um campus da Unesp (a Faculdades de Ciências Agrárias e Veterinárias – FCAV) e uma unidade da Fatec. Elas contribuem com pesquisas, campos experimentais, eventos técnicos, produção científica e desenvolvimento de talentos para a cadeia do amendoim. Com isso, essas instituições de ensino ajudam a testar cultivares, estudar manejo, avaliar qualidade e desenvolver soluções.
A Embrapa mantém um sistema de produção atualizado para a cultura do amendoim, reunindo informações sobre cultivares, mecanização, manejo, colheita, pós-colheita, processamento e mercado [5].
Esse ambiente gera outro tipo de movimento econômico e regional: conhecimento cria demanda por profissionais qualificados, equipamentos, serviços especializados e novas tecnologias.
O impacto da cadeia não termina quando o amendoim deixa a indústria.
Supermercados, lojas, distribuidores, confeitarias, restaurantes, produtores artesanais e empreendedores podem utilizar ou comercializar produtos derivados do amendoim.
Pastas, doces, snacks, óleos, confeitos, ingredientes e receitas criam novas possibilidades de consumo e de negócio.
O projeto Fortalece Amendoim prevê ações relacionadas a oficinas gastronômicas e empreendedorismo, mostrando que a valorização regional do produto pode dialogar com novos negócios e geração de renda [1].

Feiras e encontros técnicos reúnem pessoas que normalmente estão em diferentes pontos da cadeia.
Produtores encontram empresas. Pesquisadores apresentam conhecimento. Fornecedores demonstram tecnologias. Instituições desenvolvem relacionamentos. Empreendedores apresentam produtos.Consumidores se aproximam da cadeia.
A Feira Nacional do Amendoim é o maior exemplo de evento promovendo conexão e compartilhando conhecimento. Em 2026 ela teve sua 8º edição e contou com um Encontro Técnico e Científico, já em sua 23ª edição; Feira de Negócios; Concurso Gastronômico; Ações educativas e Dia de Campo. Além de ações culturais com shows e praça de alimentação. [INSERIR IMAGEM DA FEIRA]
O Plano de Trabalho da CPL destaca a participação em eventos estratégicos como instrumento de visibilidade, networking, criação de parcerias e desenvolvimento de oportunidades [1].
Portanto, o impacto de um evento não deve ser medido apenas pelo público presente durante alguns dias. Existe uma circulação de conhecimento, contatos e oportunidades que pode continuar muito depois do encerramento da programação.
Quando colocamos todas essas partes lado a lado, fica mais fácil visualizar a dimensão da cadeia.
É por isso que o impacto do amendoim vai muito além da quantidade colhida em uma safra.
Quando diferentes atores de uma cadeia conseguem trabalhar de maneira mais integrada, surgem melhores condições para identificar desafios e oportunidades.
Produtores podem ter maior acesso a informações. Empresas podem compreender melhor as necessidades do mercado. Pesquisadores podem aproximar conhecimento da realidade produtiva. Instituições podem estruturar projetos. Empreendedores podem encontrar novas aplicações para o produto.
O Plano de Trabalho da CPL identifica justamente essa integração como uma das bases para o desenvolvimento regional [1].
Existe, porém, uma diferença importante: o documento apresenta objetivos e impactos esperados. Eles não devem ser apresentados ao público como resultados já alcançados sem comprovação.
É nesse cenário que a CPL do Amendoim atua.
Sua função não é substituir produtores, empresas ou instituições. É aproximar atores, organizar informações, criar diálogo, apoiar planejamento, estimular projetos conjuntos, valorizar o território e dar visibilidade à cadeia.
Em 2025, o Governo do Estado reconheceu oficialmente a cadeia do amendoim de Jaboticabal no Programa SP Produz como CPL Consolidada [6].
O reconhecimento reforça algo que a região já demonstra na prática: o amendoim não representa apenas aquilo que é plantado.
Representa uma cadeia que produz, pesquisa, transforma, transporta, comercializa, exporta, cria conhecimento e reúne pessoas.
Valorizar o amendoim é também valorizar quem faz parte dessa história.
Selecione uma pergunta para ler a resposta.
O impacto acontece em diferentes etapas: sementes, máquinas e serviços; produção; armazenagem e transporte; beneficiamento; indústria; distribuição; comércio; exportação; pesquisa e eventos.
Sim. No levantamento paulista da safra 2025/26 divulgado em 2026, a Regional de Jaboticabal apareceu com participação de 13,5% na produção estadual estimada.
Sim. Dados do IEA referentes a 2024 apontaram Jaboticabal como origem de aproximadamente 6% das exportações brasileiras de amendoim em grão e 17% das exportações de óleo de amendoim naquele ano.
Fornecedores, produtores rurais, cooperativas, beneficiadoras, indústrias, transportadoras, distribuidores, comerciantes, pesquisadores, universidades, instituições públicas e privadas e prestadores de serviços.
A CPL busca fortalecer a articulação entre os participantes, ampliar a comunicação e o acesso a informações, apoiar projetos e valorizar o amendoim como produto de importância econômica, cultural e regional.
Acompanhe a CPL do Amendoim e conheça mais sobre os produtores, empresas, pesquisadores, instituições e profissionais que fazem essa cadeia movimentar Jaboticabal e região.
Amendoim: orgulho de Jaboticabal.
[1] Plano de Trabalho – Fortalece Amendoim: Valorização da Imagem Regional – objetivos, cadeia, comunicação, eventos, gastronomia e desenvolvimento regional. [2] Instituto de Economia Agrícola – levantamento paulista de amendoim 2025/26 – participação da Regional de Jaboticabal. [3] Assembleia Legislativa de SP – história e cadeia do amendoim em Jaboticabal – contexto histórico, produção e evolução da cadeia. [4] Instituto de Economia Agrícola – comércio exterior do amendoim em 2024 – exportações de amen- doim em grão e óleo. [5] Embrapa Algodão – Cultivo de amendoim, 3ª ed., 2025 – produção, mecanização, pós-colheita e mercado. [6] Prefeitura de Jaboticabal – reconhecimento da CPL do Amendoim – reconhecimento como CPL Consolidada.
Cadeia Produtiva Local do Amendoim de Jaboticabal, unindo produtores, empresas, instituições e poder público para valorizar o amendoim regional e fortalecer o desenvolvimento da região.